
Esse blog abre um espaço musical, então vamos lá:
Resenha do Álbum: "Ok, Computer" da banda de rock Radiohead
“Ok Computer” é um álbum da banda britânica Radiohead, um dos melhores do grupo, e se não, o melhor. Com um toque bem depressivo e longe de entediante o tom de voz de Thom York beira o desespero, pode ter certeza, se você quiser sorrir, não vai ser com esse álbum. Diria que tal obra irá te levar a um momento mais introspectivo, mais filosófico ou mais reflexivo.
A primeira música do álbum é impactante, começando por "Airbag", com seu andamento paranóico, baixo entrecortado, efeitos eletrônicos esquisitos, e que possui uma letra estranha. A segunda, "Paranoid Android", é o grande destaque do álbum, com belas melodias, excelente trabalho de guitarras e uma estrutura diferenciada, como se fosse dividida em movimentos, tendo, inclusive, sido taxada por muitos como uma típica música de rock progressivo.
"Subterranean Homesick Alien" também é ótima, com bela melodia e instrumentos bem atmosféricos, outra característica notada ao longo do disco inteiro, leve como uma pluma, não tem como não viajar na imaginação com essa música, ou seja, parece que você foi auto-transportado para um mundo mágico, no qual não existe saída, ou cabe a comparação de uma cena em que um garoto assiste a chuva cair, porém ele está dentro de sua casa, na janela do quarto, uma paz solene. É a preferida do autor desta resenha que vos fala. Espetacular do começo ao fim.
"Exit Music (For a Film)" é a canção mais triste do disco, onde é mostrado explicitamente uma vontade de fugir de um mundo no qual nós definitivamente não encaixamos. Essa faixa tem um clima realmente melancólico e intimista, com uma belíssima interpretação do vocalista Thon Yorke, que mostra ter controle total de sua voz. "Let Down" é outra canção extremamente inspirada, de uma beleza quase palpável, com seu instrumental envolvente acompanhando de maneira perfeita o vocal, como se ambos fossem uma coisa só. Nela, mais uma vez ouvimos Thom Yorke lamentar a vida. Chega ser um pouco maçante.
"Karma Police", também é linda, com uma base de violão e piano bem simples. "Fitter Hapier" é a música mais estranha do disco, eu a classificaria como uma música que caiu de pára-quedas em um lugar no qual ele não deveria estar. "Electioneering" é bem alegre e empolgante, e só. "Climbing the Walls" também é excelente, com muito clima e andamento hipnótico. "No Surprises" é uma bela balada que tem na sua letra o seu ponto forte, pois representa perfeitamente o que se passa na cabeça do atormentado vocalista. "Lucky" também é belíssima, com um lindo refrão acompanhado perfeitamente pela guitarra cheia de melodia. "The Tourist" fecha perfeitamente essa obra-prima: mais uma canção hipnótica e climática, com letras e vocais inspirados, melodia triste e cadenciada, outra música inesquecível.
É uma obra-prima do rock mundial, algo raro que já não é praticado atualmente. Supera todas as expectativas.
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