quarta-feira, 22 de julho de 2009

Podemos voar e não andar.


Vocês já repararam que nossas ruas estão infestadas de veículos e motos de marcas estrangeiras? Pois é, já parou para pensar que não temos nenhuma marca nacional de automóveis? Estranho, não é? O Brasil é o terceiro país que mais tem montadoras de carros, motos e caminhões em todo planeta, temos o maior parque industrial auto-motor do hemisfério Sul, porém há de se ressaltar que todas são marcas e empresas estrangeiras, não temos nenhuma marca nacional fabricante de veículos.
Nos anos setenta tivemos a Gurgel, que foi uma fabricante de automóveis brasileira, desenvolvidos pelo engenheiro João Augusto Amaral Gurgel. Com a proposta de produzir veículos 100% nacionais, o empresário montou em 1969, na cidade de Rio Claro (interior do Estado de São Paulo), a fábrica de carros que levava o seu nome (originariamente a fábrica fora criada em São Paulo, na avenida do Cursino, Jardim da Saúde, tendo mudado para a cidade de Rio Claro nos fins dos anos 70). A montadora produziu mais de 40 mil veículos genuinamente brasileiros durante seus 25 anos de existência, mas não resistiu á pressões políticas oriundas das montadoras estrangeiras e a recusa de receber empréstimos públicos para sanar dívidas, então veio a falência.
O Brasil tem a terceira maior fabricante mundial de aviões, a Embraer, um orgulho nacional que ganha a cada dia os céus do mundo inteiro, porém, de forma espantosa e contrastante, dirigimos Volks Wagen(Alemanha), Chevrolet(EUA), Fiat(Itália), Renault(França), Pegeout(França),Nissan(Japão), Ford(EUA), Hyundai(Coréia do Sul), Honda(Japão) e Toyota(Japão). A explicação para isso remonta dos tempos do presidente JK e a abertura nacional ao capital estrangeiro, consolidado após o golpe de 64.
É embasbacante saber que nós brasileiros projetamos, construímos e vendemos aviões a jato consagrados em todo globo terrestre, produto esse que requer alta tecnologia, mas paradoxalmente enviamos bilhões de dólares de lucros ao exterior graças ás montadoras estrangeiras.

3 comentários:

  1. Já havia lido, mas como o comentário foi cobrado... Não entendo de muito de automóveis, mas creio que se tivéssemos uma montadora genuínamente nacional, além de aumentar a concorrência no mercado, iríamos ter mais empregos e esses carros, muito possívelmente seriam comercializados a um preço menor, o que possibilitaria que eu parasse de pegar ônibus pra fazer qualquer coisa!

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  2. Marcellus eh foda!!!

    Na minha perspectiva, com toda o processo de industrialização e globalização, multinacionais e como a maioria desses carros ja sao fabricados no Brasil, gerando empregos aqui, pagando impostos e tributos, nao creio que seja necessaria, a essa altura do campeonato, uma marca brasileira, seria muito dificil ela se consolidar no mercado, concorrendo com as grandes montadoras internacionais, que estao no mercado a mais de meio seculo...

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  3. Di Maione,

    Sua perspectiva de pensamento é correto, porém é válido lembrar que muitas dessas montadoras(Não são todas) receberam graudos incentivos fiscais para se instalarem aqui no Brasil. Não quero propor a extinção por completo das montadoras estrangeiars que aqui estão, porém vislumbro e ratifico o pesar de não termos uma genuína nacional, com desenvolvimento e tecnologia brasileira, atendendo as necssidades dos motoristas brasileiros, com engenheiros, mecânicos, pólos industriais e por que não, a conquista de mercados externos gerando dividendos do exterior para o Brasil. Seria interessante ter uma montadora brasileira com know-how de automóveis e deiversos outros veículos auto-motores.

    Frederico

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