Vocês já repararam que nossas ruas estão infestadas de veículos e motos de marcas estrangeiras? Pois é, já parou para pensar que não temos nenhuma marca nacional de automóveis? Estranho, não é? O Brasil é o terceiro país que mais tem montadoras de carros, motos e caminhões em todo planeta, temos o maior parque industrial auto-motor do hemisfério Sul, porém há de se ressaltar que todas são marcas e empresas estrangeiras, não temos nenhuma marca nacional fabricante de veículos.
Nos anos setenta tivemos a Gurgel, que foi uma fabricante de automóveis brasileira, desenvolvidos pelo engenheiro João Augusto Amaral Gurgel. Com a proposta de produzir veículos 100% nacionais, o empresário montou em 1969, na cidade de Rio Claro (interior do Estado de São Paulo), a fábrica de carros que levava o seu nome (originariamente a fábrica fora criada em São Paulo, na avenida do Cursino, Jardim da Saúde, tendo mudado para a cidade de Rio Claro nos fins dos anos 70). A montadora produziu mais de 40 mil veículos genuinamente brasileiros durante seus 25 anos de existência, mas não resistiu á pressões políticas oriundas das montadoras estrangeiras e a recusa de receber empréstimos públicos para sanar dívidas, então veio a falência.
O Brasil tem a terceira maior fabricante mundial de aviões, a Embraer, um orgulho nacional que ganha a cada dia os céus do mundo inteiro, porém, de forma espantosa e contrastante, dirigimos Volks Wagen(Alemanha), Chevrolet(EUA), Fiat(Itália), Renault(França), Pegeout(França),Nissan(Japão), Ford(EUA), Hyundai(Coréia do Sul), Honda(Japão) e Toyota(Japão). A explicação para isso remonta dos tempos do presidente JK e a abertura nacional ao capital estrangeiro, consolidado após o golpe de 64.
É embasbacante saber que nós brasileiros projetamos, construímos e vendemos aviões a jato consagrados em todo globo terrestre, produto esse que requer alta tecnologia, mas paradoxalmente enviamos bilhões de dólares de lucros ao exterior graças ás montadoras estrangeiras.