
Hoje(1 de outubro), pela tarde, por volta das 14h 30, estava eu dentro do ônibus coletivo indo para o meu trabalho. Até aí, tudo bem, nada de anormal, Goiânia como sempre um calor insuportável, ônibus lotado, trânsito carregado, buzinas, fumaças, sinaleiros, tudo caminhava dentro da rotina. Mas de repente, quando o coletivo parou no sinal vermelho no cruzamento entre as avenidas Independência e Mutirão, ouvia-se uma sirene. Tal sinal sonoro de alerta parecia muito com as da ambulância do Samu. Mas na verdade era uma viatura da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
Foi uma cena estarrecedora, enquanto o sinal estava fechado, algo em torno de 3 minutos, a Blazer preta estava atrás do Ônibus pedindo passagem, algo impraticável e totalmente inviável para o coletivo manobrar. Do nada, a viatura consegue passar por nós, e todos dentro do ônibus presenciaram uma cena lamentável e de dar nojo. Eu como cidadão e contribuinte, fiquei pasmo e tive repulsa quando vi um dos policiais militares pendurado do lado de fora com os braços batendo a porta do passageiro, com sangue nos olhos, saliva escorrendo pela boca e esberrando, igual a um doente mental, esbravejando e xingando o motorista com palavrões e palavras de baixo calão que não compensa aqui reproduzi-las.
A viatura sobe pelo canteiro central, quase atropela o carrinho de armazenar sucos do pobre rapaz que ali as vendia, acelera com tudo cantando pneu e some na avenida. É lamentável o baixo nível no qual nossas forças policiais chegaram. Nunca tinha visto nada tão deprimente e aborrecedor, ao saber que nós, contribuintes e pagadores de impostos, patrocinamos esse tipo de gente, que é paga para nos proteger. Foi visível o despreparo e a falta de postura de tal “policial”. Sinceramente, meu respeito que tinha pela polícia, em especial a Rotam, foi pelo ralo. Lixo! Essa é apalavra certa para descrever o que acho dos “homens de preto”. Lixo. Não merecem ostentar a palavra “militar” para designá-los.
Aliás, no Brasil não acho certo termos Policias Militares, pois nos outros países, não existem forças policias que se organizam de forma militar, mas sim pára-militar, que é diferente. Nos países desenvolvidos, policiais não usam fardas, e sim uniformes. Nossas policias tem que passar por uma profunda reorganização, não se pode trabalhar segurança pública como se estivéssemos em estado de sítio. Não devem existir tropas nos moldes da Rotam e da Rota(equivalente á Rotam em São Paulo), pois não passam de grupos de extermínio fardados a serviço do Estado com permissão para matar sem saber em quem estão atirando.